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Só existem "vendedores de drogas, porque existem compradores de droga!!

Ciro virou CIRINA



Em entrevista hoje, domingo 13/01/19 ao JB, Ciro destila todo seu ódio ao PT. Não é nova essa postura de quem é simpatizante, ou filiado ao PDT. O ódio deles remonta de 89, quando LULA desbancou Brizola do segundo turno, com Collor. Ciro apenas reproduz esse ódio e vocifera contra LULA e o PT, por ter deixado de ir ao segundo turno com "O Bunda Suja". 

Mas, apesar disso dá uns pitacos na economia e se contradiz, pois o PDT está decidindo apoiar Rodrigo Maia, para a presidência da Câmara e, com isso, postura do "Bunda Suja", se afastando do bloco de esquerda. Aparece dando conselhos ao atual presidente e demonstra, claramente, que se for "convidado" vai aceitar participar.
Não é nova essa postura. No governo FHC fez a mesma coisa. Agora deita falação e rotula LULA e FHC como sociais democratas, colocando os dois "no mesmo barco".

Qual a intenção disso?
Quer se lançar como "a terceira via". NUNCA foi de esquerda. Apenas se aproveitou de nossas bandeiras e queria, por que queria, que LULA, abandonasse o PT e lhe apoiasse. Vai pegar carona no fracasso que se avizinha, do atual "Bunda Suja", e vem com esse discursinho de economês, tentando seduzir a classe "mérdia" e entrar no vácuo deixado pela direita, menos conservadora, que se dividiu nas últimas eleições (Alvaro Vale/Alckimin/ Meirelles) e nada conseguiu. Além disso, atacando o PT, procura angariar votos dos "antis", que nem sabem em quem votaram, e busca a turma que se desesperou e não votou e/ou não votou em ninguém.
É meramente eleitoral o seu discurso. Ataca "O Bunda Suja" mas também não desce do palanque, e destila o seu ódio. O mais engraçado é que afirmou que seria a última eleição que participaria, mas, pelo visto e lido, virá se apresentando como "uma opção". Nem a esquerda (NUNCA foi mesmo) e a extrema direita. 
Mas o mais triste é sua afirmação de que o PT apodreceu. Desconhece, por exemplo, a vitória retumbante do PT e de Haddad, no nordeste. Não só do PT, mas de quem o PT teve e deu apoio, incluindo, aí o Ceará, sua terra. Isso aliado a eleição da maior bancada da câmara dos deputados. 
Mas isso faz parte de sua estratégia. Atacando o PT, busca apoios da classe "mérdia" direitista "aconselhando" "O Bunda Suja", e com isso tentando angariar votos de seus eleitores. Está em campanha desde já. O apoio do PDT, seu partido atual(vejam abaixo a quantos pertenceu e constatem que seu viés ideológico é NENHUM) a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) mostra bem a sua postura. Quer fugir de qualquer viés ideológico para se apresentar como "terceira via".
E, por isso o CIRINA. Quer, também, ocupar o espaço da Marina Silva, no seu vai e vem "ideológico" que, na verdade é oportunista e não leva a nada.
O bloco de esquerda deve ser formado e tem que caber ao PT o controle e o ditar normas desse bloco. Talvez seja importante buscar parte do PDT, para esse bloco e assim esvaziar o "novo" CIRINA. 
Lula foi bem feliz quando diz que Ciro é um bom político, mas não é um líder. Se perdeu na vida política, falou demais (que ia abandonar) e agora tenta aparecer como terceira via. Só falta ser enterrado, pois acaba de cometer suicídio político.
Ciro Gomes iniciou a carreira política no PDS (Partido Democrático Social), legenda sucessora da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. 

Em 1982, foi eleito deputado estadual. Um ano depois, trocou de legenda, passando para o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), sendo reeleito em 1986.

Em 1988 migrou para o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), onde foi eleito prefeito de Fortaleza e governador do Ceará. Opondo-se à aproximação da legenda ao Partido da Frente Liberal (PFL), Ciro Gomes rompeu com o PSDB e se filiou ao recém-criado PPS (Partido Popular Socialista), em 1996.

Após sete anos, por discordar da oposição da legenda ao governo federal, passou para o PSB (Partido Socialista Brasileiro). Em 2013, saiu do partido em razão da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República em 2014. Ajudou, então, na fundação do Pros (Partido Republicano da Ordem Social). 

Em setembro de 2015, o ex-ministro decide deixar o Pros e se filiar ao PDT (Partido Democrático Trabalhista), numa clara manifestação de que a mudança se deu, entre outras razões, para concorrer à presidência em 2018.