blackblack

VAMOS FICAR EM CASA! SE TIVER QUE SAIR, USE MÁSCARA!

Entre em contato

Paulo Morani

Jornalista MTE - 32.999/2011

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Municipio do Rio de Janeiro - Matrícula: 11.092/2015

(21) 99324-1904
paulomorani@paulomorani.com.br

Trump pressiona Brasil a aumentar as importações de etanol americano.

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2020/05/30/15908846055ed2f8fd987d9_1590884605_3x2_th.jpgCom próximas eleições, Trump pressiona Brasil a aumentar as importações de etanol americano. Com setor em crise devido à corona vírus, americanos querem acabar com barreiras para vender mais combustível ao país


Ricardo Della Coletta
Brasília

O governo Donald Trump quer que o Brasil concorde em aumentar a cota de importação de etanol no país porque o gesto aumentará as chances de reeleição do americano nos Estados produtores de milho.
Segundo relatos feitos à Folha, os americanos estão trabalhando para o fim de uma cota anual de importação sem tarifa de 750 milhões de litros de etanol - que excede esse volume, paga uma taxa de 20%.
A cota atual já é resultado de um pedido americano. Até o ano passado, era limitado a 600 milhões de litros por ano, mas o Brasil aumentou para o valor atual para agradar ao governo Trump.

Trump e Bolsonaro - EPA

Os EUA produzem etanol a partir do milho, e o produto é mais barato que o similar brasileiro, feito com cana-de-açúcar.
Segundo dados do governo compilados pela UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), os americanos são os maiores vendedores da substância para o Brasil. O país importou 142,5 milhões de litros, dos quais 127,6 milhões vieram dos EUA.

A entrada de álcool estrangeiro no país afeta principalmente pequenas usinas do Nordeste, que no ano passado tentaram, sem sucesso, impedir o aumento da cota de importação.
Acabar com as barreiras de importação é um apelo de longa data dos EUA, mas os americanos voltaram ao fardo nas últimas semanas com novos argumentos.

A principal delas, apresentada em conversas com autoridades brasileiras, é que desta vez a questão é politicamente sensível porque Trump deve se beneficiar eleitoralmente do aumento das vendas de etanol nos estados do Centro-Oeste que fazem parte do Cinturão do Milho.