Polícia identifica suspeitos de planejar ataque a bomba na Avenida Paulista!

Avenida Paulista, na região central de São Paulo, seria alvo dos ataques, segundo autoridades
Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress. 

Do UOL

A Polícia Civil realizou uma ação para impedir um possível ataque a bomba que estava sendo planejado para hoje, e que tinha como alvo a Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais de São Paulo.

Ao todo, 12 suspeitos de participar da ação, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP).

Conforme a investigação, integrantes de um grupo virtual planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov como forma de "manifestação" sem pauta definida, mas com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.

Mais cedo, a Polícia Civil do Rio informou que impediu um ataque terrorista que seria realizado hoje com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov no centro da capital do Estado.

Como mostrou o Estadão, a ação planejada era uma manifestação antidemocrática a ser realizada em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Três suspeitos foram presos. A relação entre os dois casos, de Rio e São Paulo, é apurada.

Em São Paulo, a ação de hoje resulta de um trabalho de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), braço da Polícia Civil que monitora possíveis comportamentos criminosos nas redes sociais.

"É um trabalho de antecipação, de chegar na frente antes que aconteça", disse em coletiva o secretário da Segurança Pública do Estado, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

"Não tinha pauta nenhuma, mas eles (os alvos da operação desta segunda) queriam tumultuar, angariando pessoas para fazer uma manifestação e para fazer um tipo de 'atentado'", acrescentou.

Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores do núcleo identificaram que os alvos envolvidos atuavam a partir da capital e de cidades da região metropolitana e do interior do Estado.

Os suspeitos repassavam informações e instruções a outros membros do grupo. Seis deles tinham poder de comando e ao menos um foi encontrado com simulacros de arma de fogo, segundo informações preliminares.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que as investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, para discussão de ações violentas em diferentes regiões do País.

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"Apesar da abrangência, foi identificada uma concentração significativa de mobilização nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro", diz a pasta. Ainda não está claro qual o nível de elo com os suspeitos investigados no Rio.

Em São Paulo, a comunidade virtual, que reunia quase 600 integrantes, seria usada como principal espaço para organização do ataque planejado para a Avenida Paulista. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.

Polícia Civil diz que impediu ataques terroristas com bombas no Centro do Rio

Momento da detenção de membro de grupo que, segundo a polícia, 

pretendia realizar ataques a bomba no Centro do Rio — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo a Civil, foram identificados grupos organizando manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov.Três pessoas foram presas.

Por Henrique Coelho, g1 Rio 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (2) que uma operação impediu ataques terroristas planejados para o Centro da capital. Três pessoas foram presas.

De acordo com a corporação, a ação foi resultado de um trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que identificou grupos organizando manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov. A ofensiva recebeu o nome de Operação Break Chain.

Segundo a Polícia Civil, dezenas de mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta segunda-feira em endereços na capital, na Região Metropolitana e no interior do estado, todos ligados aos investigados. Inicialmente, quatro pessoas eram alvo das medidas judiciais, mas, após novas informações levantadas pela inteligência policial, outros 13 suspeitos foram identificados ainda nesta manhã, o que levou à ampliação da operação com autorização da Justiça.

As investigações começaram após a DRCI identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar atos antidemocráticos marcados para esta segunda-feira, às 14h, em vários estados do país. No Rio, o protesto estava previsto para acontecer em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro.

Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, explicou que o grupo vinha planejando atentados a bomba, tinham tutoriais de explosivos caseiros e tinham como objetivo atacar autoridades, repartições públicas e grandes eventos.

“Esse grupo terrorista pretendia cometer uma sequência de ataques em vários eventos, não só aqui no Rio de Janeiro, mas em várias partes do Brasil”, afirmou o secretário.

Embora se apresentasse como apartidário e anticorrupção, o grupo, segundo a polícia, incitava e planejava atos de violência e terrorismo. As investigações apontam que os integrantes estimulavam ataques a estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades e centros políticos, com o objetivo de provocar pânico, desordem e caos social.

Durante as apurações, os policiais encontraram conteúdos voltados à radicalização e ao confronto, além de materiais e orientações para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov, e bombas caseiras com bolas de gude e pregos, o que, segundo a polícia, representava risco concreto à população.

Os investigados são suspeitos de crimes como incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. De acordo com a Polícia Civil, todos tinham participação ativa nos grupos ligados ao Rio de Janeiro e atuavam no incentivo direto às ações violentas, inclusive na escolha de locais considerados sensíveis do cenário político fluminense.

O delegado Luiz Lima, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, afirmou que as pautas do grupo eram genéricas:

“Eram bandeiras genéricas como combate à corrupção, contra o caso do banco master, contra os governantes atuais, mas sem especificar se eram estaduais, federais”.

“Era uma manifestação não pacífica que visava, segundo eles, incendiar o centro da cidade do Rio. O prédio da Assembleia Legislativa entre esses prédios”, afirmou o delegado.

O grupo envolvido com o plano no Brasil tinha cerca de 8 mil pessoas. Do Rio tinha 300 integrantes. Um dos presos é o administrador do grupo no RJ.

A Polícia Civil afirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos.

  

Felipe Curi (E), secretário de Polícia Civil do Rio; o chefe das especializadas, delegado André Neves e Thiago Neves, da Delegacia de Roubos e Futos — Foto: Henrique Coelho/g1

Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro 

Protesto ligado a grupos que pretendiam usar bombas ocorreria em frente à Alerj, segundo a Civil — Foto: Reprodução/TV Globo