A Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que investiga as relações de
Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados deve ouvir quatro
depoentes esta semana. Entre eles, estão os dois procuradores
responsáveis pelas investigações decorrentes das operações Vegas e Monte
Carlo, da Polícia Federal.
Daniel Rezende Salgado e Lea Batista
de Oliveira já haviam sido chamados pela CPI no início dos trabalhos, em
maio. Seus depoimentos, no entanto, foram adiados porque falar à CPI
antes da audiência na Justiça poderia fazer com que eles fossem
impedidos de prosseguir atuando no caso. Ainda não foi decidido se os
depoimentos dos procuradores serão secretos.
Esses são os procuradores que Collor acusou de terem fornecidos informações sigilosas à VEJA! - O Broguero
O senador Vital do Rêgo
(PMDB-PB), presidente da CPI, disse que a decisão será tomada pelos
integrantes da comissão.
- Há parlamentares que entendem que esse
tipo de depoimento, pela delicadeza e menções a determinados fatos que
incidem no processo judicial, e serão determinantes para uma sentença,
podem e devem ser colhidos em regime de sigilo. Se assim for necessário,
haveremos de fazê-lo - garantiu.
Os depoimentos dos procuradores
estão marcados para terça-feira (22), às 10h15. No dia seguinte, também
às 10h15, serão ouvidos o presidente da Agência Goiana de Transportes e
Obras Públicas, Jayme Eduardo Rincón, e o ex-corregedor da Polícia Civil
de Goiás Aredes Correia Pires.
Ex-tesoureiro da campanha do
governador de Goiás, Marconi Perillo, Rincón é sócio de uma empresa que
teria recebido R$ 600 mil do grupo de Cachoeira. Para garantir o direito
ao silêncio na comissão, ele impetrou habeas corpus nesta
semana. O relator do pedido no Supremo Tribunal Federal é o ministro
Joaquim Barbosa. Jayme Rincón já havia sido convocado pela CPI por duas
vezes, mas alegou problemas de saúde para não comparecer.
O outro
convocado, Aredes Correia Pires, seria ouvido na quarta-feira (15), mas
não foi localizado pela comissão, motivo pelo qual seu depoimento foi
adiado para o dia 22. Segundo a Polícia Federal, ele teria recebido um
dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo de Cachoeira na
tentativa de evitar “grampos” telefônicos.
Informações da Agência Senado